Como dito anteriormente, eu viria trazer os segmentos de Umbanda existentes para que possamos ver as diferenças. Para quem conhece, é bom relembrar, mas para quem é leigo, é bom conhecer.
Umbanda de Almas e Angola - Em linhas gerais, conjuga a Umbanda Tradicional e os ritos africanistas do Candomblé Angola.
Umbanda Branca e/ou de Mesa - Geralmente, não utilizam elementos africanos (em algumas casas, nem mesmo o culto direto aos Orixás), não trabalham diretamente com Exus e Pombogiras nem se utilizam de fumo, álcool, imagens e atabaques. Por outro lado, trabalha com Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças, bem como se valem de livros espíritas como base doutrinária.
Umbanda de Caboclo - Forma de Umbanda na qual o foco são os Caboclos, prevalecendo a influência das culturas indígenas.
Umbanda Esotérica - Seu maior representante e difusor foi W. W. Mata Pires (Mestre Yacapany). A Umbanda é vista como um conjunto de leis divinas.
Umbanda Iniciática - Derivada da Umbanda Esotérica, foi fundamentada por Pai Rivas (Mestre Arhapiagha), com grande influência oriental, como uso de mantras indianos e do sânscrito.
Umbanda Omolocô - Genericamente, conjugação do culto africanista aos Orixás ao culto dos Guias e das Linhas de Umbanda.
Umbanda Popular - Praticada com o trabalho de Zélio conhecida também como macumba, forte sincretismo dos Orixás com os Santos Católicos. Alguns consideram chamar de Candomblé de Caboclo também uma forma de Umbanda Popular.
Umbanda de Preto-Velho - Forma de Umbanda na qual o comando cabe aos Pretos-Velhos.
Umbanda Traçada (Umbandomblé) - O sacerdote ora toca para Umbanda, ora para Candomblé, em sessões com dias e horários diferenciados.
Umbanda Tradicional - Genericamente, refere-se à Umbanda organizada por Zélio Fernandino.
Aspectos da teologia da Umbanda que figuram como consensuais nos diversos segmentos da religião, vejam abaixo:
Monoteísmo: Crença num Deus único (Princípio Primeiro, Energia Primeira, etc.),
conhecido principalmente como Olorum (influência iorubá) ou Nzambi (influência de Angola).
A Trindade: representa nascimento, vida (e/ou morte) e renascimento. Na Católica, com o sincretismo é visto como Pai, Filho e Espírito Santo, em algumas casas se chamam Olorum, Oxalá e Ifá. Por sua vez, a Umbanda de Almas e Angola concebe a Trindade Divina dessa maneira: Zâmbi (Deus, criador do universo), Orixás (divindades) e Guias ou Entidades Espirituais (espíritos de luz).
Crença nos Orixás: Divindades/ministros de Deus, ligados a elementos e pontos de força da natureza, orientadores dos Guias e dos Guardiões, bem como dos encarnados.
Crença nos Anjos: Enquanto figuras sagradas (e não divinas), os anjos são vistos como seres especiais criados por Deus (influência do Catolicismo) ou como espíritos bastante evoluídos (influência do Espiritismo/Kardecismo).
Crença em Jesus Cristo: Vindo na Linha de Oxalá e, por vezes, confundido com o próprio Orixá, Jesus é visto como Filho Único e Salvador (influência do Catolicismo/do Cristianismo mais tradicional) ou como o mais evoluído dos espíritos que encarnaram no planeta, do qual, aliás, é governador (influência do Espiritismo/Kardecismo).
Crença nos Guias e Guardiões: Responsáveis pela orientação dos médiuns, dos terreiros, dos consulentes e outros. A atuação dos Guias e Guardiões é bastante ampla. Ao auxiliarem na evolução dos encarnados, colaboram com a própria evolução.
Crença na reencarnação: Segundo essa crença, as sucessivas vidas contribuem para o aprendizado, o equilíbrio e a evolução de cada espírito.
Crença na Lei da Ação e Reação: Tudo o que se planta, se colhe. A Lei de Ação e Reação é respaldada pelo princípio do livre-arbítrio.
Crença na mediunidade: Segundo esta visão, todos somos médiuns, com dons diversos (de incorporação, de firmeza, de intuição, de psicografia, etc.).
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Fontes:
Livro O livro essencial de Umbanda por Ademir Barbosa


